Nosso diretor Marcos Varela levou a bandeira da Diamond Brasil até o topo do vulcão Lincanbur, no Chile,  em abril de 2010. Leia o relato dele sobre a aventura:

Partimos, o guia local, três amigos e eu, em direção ao cume do vulcão Licancabur às 3h da madrugada,  sob um frio de aproximadamente 14ºC.  Cada um levava consigo 2l de água e muita disposição para alcançar os 5970 metros,  partindo de aprox. 4500mts.

Os 1,5 km de subida  não nos amedrontava, mas tínhamos sérias dúvidas quanto aos efeitos da altitude, pois o ar fica muito rarefeito e o cansaço bate fácil.  Dito e feito, às 5:30h Luigy rendeu-se ao cansaço e desistiu da subida.  O guia porém disse ser impossível que uma única pessoa ficasse para trás, deveria ser no mínimo dois, nunca um sozinho. Como Luigy não tinha mais condições de continuar, tínhamos que decidir quem ficaria com ele.  Tirei par ou ímpar com Fabio e …

…perdi. Chegava ao fim minha aventura. Fábio porém me impediu de retornar com Luigy. Mesmo ganhando no par ou ímpar ele se prontificou a retornar. Nunca saberei se o Fábio decidiu retornar com Luigy por achar que talvez também não conseguiria ou por ver em meu rosto tamanho desejo de conquistar o cume,  desejo este que eu já vinha manifestando havia dois dias,  fazendo pequenas escaladas em morros para adaptar melhor meu organismo a esta altitude.  Seja qual for o  motivo, sou muito grato ao Fábio.

Seguimos então a subida somente Bruno, o guia local e eu. Bruno, sem dúvida um dos mais preparados por já estar acostumado a fazer grandes travessias e ter quase escalado o Aconcágua, seguia bem acima de nós, e eu a essa altura (nos dois sentidos, de tempo e espaço), já apresentava um desgaste imenso. Conseguimos alcançar o Bruno a aproximadamente 5.100mts, que legal, só faltavam 900mts! Isso é o que realmente não poderíamos pensar: “o quanto faltava”. Se assim fizessemos seria desistência na certa. Bruno também apresentava sérios sinais da cansaço, então decidimos parar por 3 minutos a cada 15 minutos de subida.

Eternos 15 minutos que não passavam e velocíssimos 3 minutos que sumiam! A respiração tinha de ser “forcada”, não uma respiração natural, uma respiração constante e profunda, forçando o ar para dentro dos pulmões, mais ou menos igual a quando o médico vai auscultar nosso coração e pede “respira fundo”, porem constante. O cérebro parecia que queria pular para fora da cabeça para “tomar um ar”.

Assim seguimos até os 5.700m, onde num dado momento paramos, eu olhei para cima e com voz embargada apontando para o cume, disse “você não vai me vencer , vou subir em cima de vc e mijar na sua cabeça “! Não e a coisa mais linda a ser dita, mas com certeza deu uma renovada no meu ânimo. Acredito que também no dos outros, pois quando nos demos conta já estamos o guia e eu no topo e Bruno vindo um pouco mais abaixo, todos realmente num estado de exaustão completa e muito emocionados por termos vencido esse grande desafio!

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