Ao contrário do que disse Tim Cook há algumas semanas (just kidding), a gente produz milhões de toneladas de lixo com produtos eletrônicos todos os anos. Quando eu digo “a gente“, digo nós, humanos digitais, do menos consumista ao mais ávido dos early adopters. E o pior, não conseguimos reciclar mais do que 20% disso.

Na contra-mão desta realidade, Kodjo Afate Gnikou, um geek africano de 33 anos, resolveu criar uma impressora 3D feita inteiramente com restos de e-lixo.

Ele começou o projeto há alguns meses, apresentando a ideia no Ulele, que se auto intitula o primeiro site de financiamento coletivo da Europa. Logo ele conseguiu € 4 mil em doações para desenvolver seu produto. Todo o desenho e criação do primeiro protótipo foi feito em uma parceria com o FacLab-France, mas dentro do WoeLab, o primeiro hackerspace do oeste do continente africano, com sede no Togo. O modelo criado pelo projetista foi inspirado na impressora 3D Prusa Mendel, que eles tinham disponível no laboratório para estudos.

O plano principal da empreitada era criar uma impressora 3D de montagem simples, rápida e que tivesse em sua maioria componentes reciclados. No final deu certo, e o modelo criado por Gnikou custou US$ 100 pra ser produzido. Bom, um pouco mais que isso, pois imagino eu que as partes eletrônicas que necessitem de drivers e possuam o cérebro da impressora devam ter sido adquiridas separadamente e seu custo não foi revelado. Mas todo o restante do produto veio, literalmente, do lixo.

Seus objetivos futuros não são nada modestos: ele quer criar casas em marte utilizando lixo eletrônico, e os trabalhos já começaram, fazendo parte do desafio International Space Apps, da NASA.

Veja abaixo um vídeo explicando a coisa toda:

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